Pele não é mina para ter rubis: O segredo para se livrar daquelas pintinhas vermelhas e vasinhos indesejados!

Luz Intensa Pulsada (LIP/IPL): Embora tecnicamente não seja um laser, funciona de forma parecida. É versátil e ótima se você tem várias lesões pequenas espalhadas ou quer tratar o fotoenvelhecimento ao mesmo tempo. A recuperação costuma ser mais rápida que a do PDL.” - Dr. Fernando Henrique Canhoto Alves, dermatologista titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, São Paulo-SP

Descubra tudo sobre o Nevo Rubi, os vasinhos "aranha" e os hemangiomas. Entenda o que são, por que surgem e, claro, como a tecnologia dos lasers e da eletrocoagulação pode deixar sua pele lisinha novamente.

Você já notou aquelas pequenas bolinhas vermelhas brilhantes que parecem ter surgido do nada na sua pele? Ou quem sabe aqueles vasinhos que lembram uma teia de aranha? Se você se identificou, bem-vindo ao clube! Essas marquinhas são extremamente comuns, especialmente após os 30 anos, e muitas vezes nos pegamos perguntando: "O que é isso?" e "Como eu tiro isso daqui?".

Hoje, vamos desvendar esse mistério com aquele toque de glamour e ciência que a gente adora, explicando tudo sobre hemangiomas, angiomas cereja (nevo rubi) e os angiomas aracneiformes.

O Que São Essas "Cerejas" na Pele?

“… o Angioma Cereja, também conhecido como Nevo Rubi ou, para os íntimos da história da medicina, manchas de Campbell de Morgan. Eles são pápulas (bolinhas) de cor vermelho-vivo ou roxo, com formato arredondado, que podem variar de tamanho, indo de uma pontinha de alfinete até cerca de 5 ou 6 milímetros.” - Dr. Fernando Henrique Canhoto Alves, dermatologista titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, São Paulo-SP

Vamos começar pelo mais famoso: o Angioma Cereja, também conhecido como Nevo Rubi ou, para os íntimos da história da medicina, manchas de Campbell de Morgan. Eles são pápulas (bolinhas) de cor vermelho-vivo ou roxo, com formato arredondado, que podem variar de tamanho, indo de uma pontinha de alfinete até cerca de 5 ou 6 milímetros.

Basicamente, tratam-se de tumores benignos — calma, a palavra "tumor" aqui só significa que houve um crescimento — formados por um aglomerado de pequenos vasos sanguíneos dilatados. Eles costumam aparecer no tronco (peito e costas), braços e ombros.

Já os Angiomas Aracneiformes (ou aranhas vasculares) são aqueles vasinhos centrais que se ramificam como perninhas de aranha, muito comuns no rosto e no colo.

E não podemos esquecer dos Hemangiomas Infantis, que são os tumores benignos mais comuns na infância. Eles crescem rápido nas primeiras semanas de vida do bebê (fase proliferativa) e depois começam a regredir lentamente ao longo dos anos (fase de involução).

Por Que Eles Surgem? (A Fisiopatologia)

A ciência ainda investiga a causa exata, mas já sabemos de alguns culpados. No caso do Nevo Rubi, o fator número um é a idade: eles são super comuns a partir dos 30 anos e tendem a aumentar em quantidade conforme envelhecemos.

A genética também joga no time adversário — se seus pais têm, é provável que você tenha também,. Além disso, alterações hormonais (como na gravidez) e fatores ambientais, como exposição a certos produtos químicos e clima, podem influenciar o surgimento dessas lesões.

Fisiologicamente, o que ocorre é uma proliferação anômala dos vasos sanguíneos,. Em hemangiomas infantis, sabe-se que há uma disfunção nas rotas que regulam a formação vascular durante o desenvolvimento.

O Diagnóstico: Olhar Clínico

O diagnóstico geralmente é simples e feito no consultório. O dermatologista usa a observação clínica e, muitas vezes, um aparelhinho chamado dermatoscópio para confirmar que se trata realmente de um angioma e descartar outras condições. É importante saber que eles são inofensivos e não viram câncer, mas se uma lesão mudar de forma ou sangrar, deve ser avaliada por um médico.

A Hora da Mágica: Tratamentos com Laser e Eletrocoagulação

“O tratamento com laser funciona através de um princípio chique chamado fototermólise seletiva. O laser emite uma luz que é absorvida especificamente pela hemoglobina (o pigmento vermelho do sangue) dentro do vaso, gerando calor e destruindo o vasinho sem queimar a pele ao redor.” - Dr. Fernando Henrique Canhoto Alves, dermatologista titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, São Paulo-SP

Embora não precisem ser removidos por saúde, muitas pessoas (como nós, que amamos uma estética!) optam por retirá-los por motivos cosméticos ou porque eles sangram ao serem traumatizados (como ao coçar ou raspar a roupa).

A boa notícia é que a tecnologia avançou muito! Vamos conhecer as estrelas do tratamento:

1. Lasers: A Luz que Apaga Manchas

O tratamento com laser funciona através de um princípio chique chamado fototermólise seletiva. O laser emite uma luz que é absorvida especificamente pela hemoglobina (o pigmento vermelho do sangue) dentro do vaso, gerando calor e destruindo o vasinho sem queimar a pele ao redor. O corpo então reabsorve esses vasinhos tratados.

Existem diferentes tipos de laser para cada situação:

  • Laser de Corante Pulsado (PDL): É considerado o "padrão-ouro" para lesões vasculares superficiais, como o nevo rubi e hemangiomas planos,. Ele é super eficaz (taxas de 90-95%), mas pode deixar uma marquinha roxa (púrpura) que dura de 7 a 10 dias.

  • Laser Nd:YAG: Este laser penetra mais fundo na pele. É excelente para vasos mais grossos, hemangiomas mais profundos e é a opção mais segura para peles morenas e negras, pois tem menos risco de manchar a pele do que outros lasers.

  • Laser KTP: Ótimo para angiomas no rosto, pois é preciso e trata lesões superficiais com eficácia,.

  • Luz Intensa Pulsada (LIP/IPL): Embora tecnicamente não seja um laser, funciona de forma parecida. É versátil e ótima se você tem várias lesões pequenas espalhadas ou quer tratar o fotoenvelhecimento ao mesmo tempo. A recuperação costuma ser mais rápida que a do PDL.

Para casos mais difíceis, os médicos podem até usar uma técnica sequencial, disparando o PDL e o Nd:YAG um seguido do outro, o que potencializa o resultado.

2. Eletrocoagulação (Eletrocauterização)

Se você quer algo prático, a eletrocoagulação é uma técnica clássica e eficiente. O médico usa uma corrente elétrica para gerar calor preciso, que "queima" e sela o angioma.

  • Como é: Rápido (segundos por lesão) e muito eficaz para angiomas maiores ou elevados.

  • Pós-tratamento: Forma-se uma pequena crosta (casquinha) que cai em cerca de 1 a 2 semanas. Pode deixar uma pequena marca branca ou cicatriz, mas geralmente o resultado cosmético é excelente.

Angioma cereja: O que é e Como Tratar a Laser - Dr. Fernando Henrique Canhoto Alves, dermatologista titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, São Paulo-SP

Angioma cereja: O que é e Como Tratar a Laser - Dr. Fernando Henrique Canhoto Alves, dermatologista titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, São Paulo-SP

Recuperação: Vida Normal (Quase) Imediata!

A recuperação costuma ser tranquila. No caso dos lasers, você pode sentir uma sensação de "elástico batendo" na pele durante a aplicação, mas é suportável. Depois, a lesão pode escurecer ou formar uma casquinha antes de desaparecer em 2 a 4 semanas.

Dica do dermatologista: A proteção solar é obrigatória após qualquer um desses procedimentos para evitar manchas!

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Dr Fernando Henrique Canhoto Alves

Dr. Fernando Henrique Canhoto Alves

Médico Dermatologista | CRM-SP 161.605 | RQE 75.178

O Dr. Fernando Henrique Canhoto Alves é médico dermatologista com sólida formação acadêmica pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), instituição onde também concluiu sua Residência Médica em Dermatologia. Durante sua formação, destacou-se pela produção científica, atuando como pesquisador bolsista da FAPESP na área de imunogenética e doenças bolhosas.

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), o Dr. Fernando alia a prática clínica à paixão pelo ensino médico. É autor e idealizador da série de livros "Dermanote", obra que se tornou referência no apoio a médicos que se preparam para a rigorosa Prova de Título de Especialista em Dermatologia (TED).

Além da educação médica continuada, o Dr. Fernando também se dedica ao desenvolvimento de alta performance nos estudos. É autor do livro "The Golden Book do Vestibular/Enem" (disponível na Amazon), onde compartilha as estratégias de organização e mentalidade que utilizou para conquistar a aprovação em 1º lugar na Residência Médica.

Em seu consultório em São Paulo, atua com foco em Cosmiatria, Tricologia e Cirurgia Dermatológica. Sua abordagem integra o rigor técnico de quem ensina a especialidade com uma visão humana e personalizada, oferecendo tratamentos que valorizam a naturalidade e a saúde da pele.

https://www.fernandoderma.com
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